Marjorie

Para um melhor entendimento recomendo a leitura de “A Morte de Deus”

Cansaço…
A última coisa que ela pensou que sentiria quando estivesse morta seria cansaço. Um grande planície fria ou mesmo um nada ela era capaz de imaginar, mas uma grande cidade onde espíritos fossem escravizados de todos os jeitos e violentados de todas as formas, onde os ossos, o sangue e a carne ainda fossem uma realidade (mesmo que cinzenta e fria), não era algo que ela poderia ter imaginado em vida.
Enquanto ela se sentou em um sofá de um tom que lembrava vermelho (pois para ela tudo ali era simplesmente cinzento), ela lembrava de quando ela acordou naquele local. Lembra-se claramente de sua cela úmida, onde pelas barras verticais, ela via a imensidão daquele local tétrico. Abaixo ela podia ver um amontoado de homens (e algumas mulheres), olhando cada uma das celas, escolhendo sua vítima.
“A garrafa está perto do fim” ela pensa enquanto enche seu copo com um líquido escuro, quase insípido, que ali é chamado de vinho (existem melhores, mas ela ainda não tem condições para comprar), mas que apesar dos pesares ainda consegue nublar os sentidos com pouca quantidade. Em meio as goles ela lembra a primeira vez que foi escolhida, quando o primeiro homem adentrou em sua cela e o que ele fez com ela, cada detalhe daquele sofrimento, cada lágrima que derramou. Lembra-se inclusive quando ela olhou com os olhos quase fechados, deitada no chão quase sem forças, do olhar terrível do seu algoz (algoz esse que ela veria muitas mais vezes).
“Quantos anos se passaram?” Ela pensou repousando sua taça de ferro escura no velho móvel de pedra negra já cheio de marcas daquela velha taça. “Talvez dez?”
Seu julgamento é meio torpe pois em sua mente aquele sofrimento durou uma eternidade. A pior parte é quando você percebe que aquilo não é um castigo divino, ali não é um purgatório ou um umbral, alias ali nem mesmo é um inferno, ali é somente uma extensão da podridão humana, pior que isso, ali é a morada dos piores, dos mais podres, dos mais nojentos, onde ou você é um desses seres desprezíveis ou você é uma vítima. E foi assim que ela percebeu o caminho de sua liberdade.
Tempo aqui não existe, mas ela já estava lá a tempo o suficiente para não sentir mais absolutamente nada a não ser uma vontade quase sufocante de sair daquela cela. Ela já não olhava pelas grades com tanta frequência e muitas vezes ela só percebia que um “cliente” havia chegado quando o barulho do ferrolho que lacrava a porta rangia a sua frente. O cliente não era aquele primeiro homem que ali adentrou como ela havia planejado, mas aquela sensação sufocante de fuga já não podia ser contida. O homem se aproximou e ela simplesmente pulou de onde estava mordendo o pescoço do homem. Sentiu o sangue frio do corpo do homem encher sua boca, enquanto ele engasgava naquele líquido, soluçando, buscando por vida.
Não, não era possível morrer ali e provavelmente não seria possível fugir daquele local, mas quando o servo adentrou na sua cela e viu aquela mulher nua, coberta de sangue, comendo avidamente a carne do seu cliente, ele simplesmente entrou em choque e saiu correndo. Quem mais ia querer ser mutilado a dentadas, ter que ficar dias a fio esperando seu corpo se regenerar (como ela já havia feito tantas e tantas vezes naquela cena) ou mesmo perder algum membro permanentemente? (uma quase lenda do local). Após aquilo ela simplesmente foi jogada na cidade para quem sabe ser capturada por algum cortador, ou mesmo virar escrava pessoal de algum espírito dito livre do local.
Mas não isso não aconteceu, ela já não era mais a mesma, mesmo em vida a jovem garota coberta de tatuagens (destaque para a grande tatuagem de corvo em seu peito), que, mesmo em seu corpo cinzento, chamavam a atenção de quem a visse, mesmo aqui nesse plano, não era uma mulher fraca, aliás nesse momento ela até já se considerava um monstro, uma perfeita moradora daquele lugar.
_Princesa Corvo? A voz baixa e rouca interrompe seus pensamentos.
_Entra. Apesar dela odiar esse apelido, ela o entendia e tinha que se sentir honrada, pois fazia clara referência a Princesa Escarlate. Mas se puder prefiro Marjorie.
_Eu já te disse, livre-se desse nome, pois somente assim você vai se livrar de sua antiga vida e entrar de vez nesse mundo, coisa que você precisa.
_Que seja.
O homem entrou no local, pegou outra taça de ferro e se serviu daquele vinho escuro. Tomou um gole e fez uma careta, o que causou um pequeno riso na jovem.
_ Tomou sua decisão?
_ Sim.
_ E?
_ Vou entrar…
_Maravilha!
O homem se levantou e repousou a taça ao lado da taça da jovem, a olhando com um sorriso no rosto.
_ Suas roupas.
_ Obrigada.
_ Pode deixar esse local e tudo para trás, pois você já vai ter um quarto na casa, não leve nem suas roupas.
_ Pode deixar.
_ Só te lembrando que por enquanto você ainda vai ser o mesmo que você era, mesmo ali sendo proibido causar danos físicos as pessoas e você poder sair quando quiser, você ainda vai existir ali para satisfazer os que ali estão.
_ Eu entendo.
_ Mas tenha calma, pois um dia você sai dessa, posso te garantir, até mesmo a Escarlate passou por isso, alias até mesmo eu passei por isso, é normal ser uma servente no começo.
_ Não se preocupe comigo.
O homem deixou o local, enquanto a jovem olhava suas roupas. Deu uma risada de tão ridiculamente erotizada era a tal roupa. Ela havia finalmente conseguido e isso, apesar de não a ter deixado feliz, pois ela seria apenas uma servente – ou seja ela simplesmente estaria naquele local para servir os mais antigos – da forma que eles quiserem – ela finalmente tinha um objetivo. Mesmo aquelas pessoas não agirem de acordo com o que pregam a todo momento, era o máximo que um espírito como ela poderia chegar. Ela era parte da resistência agora, uma resistência que pouco resiste, mas que dava a espíritos como ela uma chance de ao menos chegar a ser uma pessoa a ser servida.
Ela se deitou em seu sofá olhando ao seu redor, meio que se despedindo daquele local. E com um leve sorriso no rosto ela pensou naquele nome ridículo; “Princesa Corvo”, preciso de algo melhor…

Linx

O Morto

Entre as sepulturas carcomidas
Caminha o maldito defunto
Chora e sofre pelo seu luto
Pois dos cadáveres é essa a sina

Em suas órbitas não há nada
Seu peritônio expõe suas vísceras
Vê-se os vermes comerem suas tripas
A cada passo o chorume vaza

Sua pele é uma massa podre retorcida
Seus músculos e seus ossos
São apenas tecidos mortos
Sua mente uma perturbação distorcida

E sua alma ali já não habita
Mas sua fome é grande e horrenda
Queima no seu corpo a gangrena
E carne seu estômago necessita

Oh morto levante da velha tumba
Cadáver maldito deixa a sepultura
E tudo que lhe cruzar apenas coma!

Linx

Ode a Terra Fria

Entre todas as velhas criptas
Olho minha futura morada
Aberta, simplesmente parada
Esperando o fim de minha vida

O caixão desce para o seu fim
Esperam para cobrir de terra
Homens com suas caras sérias
Esperam para selar o cadáver enfim

E entre todas as sepulturas
A doce anônima ali habita
Sua vida já corrompida
Repousa ali a velha defunta

As caveiras sob a lama
O caixão cheio de vermes
A vida lentamente se inverte
Pois ali acaba a fama

Todos entre os demônios
E eu logo chegarei
Enfim eu morrerei
Um mero cadáver anônimo

L.

Pensando em Deus

Você já parou para pensar em Deus? E antes que você diga que sim e saia eu lhe digo: Você tem certeza que já parou para pensar em Deus? Pois lhe digo, há uma boa probabilidade de você nunca ter pensando em Deus e sim aceito um Deus que lhe foi imposto. Quando eu falo pensar em Deus não falo para pensar em um Deus ao qual os homens prestam culto, mas sim pensar em Deus livre de qualquer pensamento prévio, limpo de tudo que já lhe foi dito sobre como Deus é ou deve ser.
Talvez você esteja pensando que isso é impossível ou que é algo infrutífero, mas fique mais um pouco comigo pois vou lhe mostrar o contrário (e fique tranquilo não irei ofender sua fé ou sua crença – mas talvez eu ofenda seus preconceitos).
Eu tenho uma frase interessante antes de começar, algo que pensei uma vez e tomei como lema de vida. Talvez você concorde, talvez não, mas vou lhe dizer mesmo assim: “Eu não consigo acreditar em um Deus que seja mais medíocre do que eu”. Infelizmente não vou conseguir saber se você concorda ou não, mas essa frase vai ajudar o nosso pensamento.
Dito isso vamos ao exercício; vamos nos livrar de todos os nossos pensamentos prévios que nos foram impostos sobre Deus. Se livre, mesmo que por um momento, sobre o que é certo e o que é errado, quem está certo e quem está errado, quais comportamentos estão certos ou errados, qual moral está certa ou errada. Concordo que não é algo fácil, mas tente fazer o máximo possível. Caso você consiga se livrar de tudo que lhe foi imposto previamente (ou ao menos uma parte), acho que podemos continuar.
Agora pense em um ponto de partida, algo que resuma Deus, alguma palavra, uma com impacto, uma que diga tudo. Novamente não sei em qual palavra você pensou, mas vou lhe dizer qual foi que eu pensei; amor, e eu espero que você tenha pensado nisso. Caso sua palavra seja outra peço que ainda assim fique mais um pouco pois prometo que serei breve, não vou lhe ocupar tanto.
Tendo Deus como amor e sendo Deus infinitamente superior a minha mediocridade, como será o amor de Deus? Ele será tão intenso quanto o meu ou será algo que transcende o que eu entendo?
“Eu não consigo acreditar em um Deus mais medíocre que eu”
Lembre-se que estamos num pensamento livre e básico aqui, ou seja Deus é amor e é superior a nós. Seu amor transcende nosso conceito de amor, pois sendo ele superior, ele somente pode ir a frente agora. Talvez não seja o pensamento mais puro e mais essencial que podemos ter de Deus, mas é o máximo que eu consigo fazer por vocês e por mim.
Até agora não te dei um grande desafio, mas agora talvez eu lhe incomode um pouco, pois até mesmo eu me incomodo com esse exercício. Não, o exercício não é complexo, na verdade é bem simples, mas exige de você uma certa paciência e até mesmo desapego; pegue cada um dos seus pensamentos sobre o que é moral e amoral e tente encaixar nesse nosso Deus superior e de amor infinito. Encaixe seu racismo, sua misoginia, sua homofobia (ou qualquer preconceito contro o público LGBT), seu ódio qualquer ao próximo ou qualquer outro comportamento que você considere impróprio (ateísmo, amor livre, tatuagens, satanismo, outras religiões – e meu caro podíamos passar a noite escrevendo entre esses parenteses). Lembre-se antes de começar você já não tem seus livros sagrados para justificar, somente amor e transcendência.
Porque Deus não ama igualmente a todos independente de quem são? Onde podemos nos justificar? Porque nós, sendo tão medíocres, temos algum direito de julgamento? Como sabemos quem Deus ama ou aprova?
E caso agora você venha com a justiça divina ou com frases Deus é amor, mas é justiça também, você vai precisar de um outro exercício; o que é essa tal justiça divina? Lembre-se que estamos em um exercício de pureza de pensamento e simplicidade. Conseguiu?
Ah e lembre-se você está sem seu livro sagrado. Lá no começo do exercício você perdeu esse apoio, pois aqui não cabe pensamentos prévios, mas o seu pensamento puro e simples. Então comece a pensar um pouco: o quanto que as coisas lhe foram impostas, o quanto você já parou para pensar em Deus e no mundo em que vive e o quanto você está preso a ideais de outros.
E acalme-se pois aqui não tenho qualquer pretensão de mudar seus ideais ou sua religião, pois não acho que esse seja o problema. Alias acho que esse texto é simples demais para mudar qualquer coisa. Aqui somente quero que você pense em Deus, somente isso. Pense em Deus a cada dia e em como tudo a sua volta poderia ser com mais amor e menos ódio e em como será o amor de Deus.
Pense amigo leitor, pense um pouco mais pois Deus lhe deu esse dom.

João Francisco

A Morte de Deus

“Quando você chegar aqui fique atento, olhe bem ao seu redor, não perca qualquer detalhe, pois cada detalhe perdido vai lhe fazer falta mais a frente.
Teus olhos talvez não estejam funcionando perfeitamente, provavelmente você verá mais vultos, mas force sua visão o máximo que puder e não tenha pressa, pois nesse primeiro momento você vai ganhar a experiência mais valiosa para sua sobrevivência por aqui”

Esse texto que você acabou de ouvir está em um livro antigo, tão antigo quanto a existência das primeiras civilizações. Claro que tive a delicadeza de traduzir para você, já que você provavelmente não fala o idioma original desse texto (poucos falam não se preocupe).
O texto chama-se, em livre tradução, “A Morte de Deus” e narra sobre um plano espiritual onde Deus não tem qualquer autoridade. Alias ali Deus não passa de uma lenda e para os espíritos dali Deus está morto e sua morte aconteceu pelas mãos dos criadores daquele local, sendo esses criadores os “deuses” que esses espíritos prestam culto.
Não é um plano grande, alias o local recebe o nome de “Cidadela”, presumindo quem lê o texto que se trata de uma cidade. As descrições do local são vagas e pouco precisas e algumas palavras utilizadas para a descrições perderam a sua tradução ao longo do tempo. Sabe-se que ela é circular e feita de pedras negras (não se sabe se tudo é feito com essas pedras, mas pela falta de maiores pormenores presumimos que sim).
No meio da cidade sabe-se de uma construção chamada “Capela”, onde se diz ser a sede do culto aos criadores da Cidadela. Lá residem os membros, chamados de sacerdotes, da Ordem do Coração de Deus, pois de acordo com o escritor do texto, lá reside, em um altar, o coração de Deus, cravado de facas e que sangra eternamente.
O culto é bem interessante e se baseia em, pelo que compreendemos, em algum tipo de tortura sexual. Espíritos perdidos que por ali passam acabam sendo capturados e levados a Capela. Lá esses espíritos são vítimas de todo tipo de violência sexual que se pode conceber. Estranhamente os membros do culto (ou qualquer outro espírito que habite a cidadela) pode ter relações sexuais com esses espíritos (e sim de acordo com as descrições do texto os espíritos não só podem ser torturados, como podem ser estuprados). Eles estão ali simplesmente para o prazer dos criadores, que apesar de não habitarem a Cidadela, é descrito que entra em contato com os membros do culto em algumas cerimônias específicas (essas são um completo segredo).
Já que falei de sexo vou falar de um outro local bem interessante. A descrição como já disse é algo de difícil tradução e o que conseguimos traduzir nos diz que o local se assemelha a uma grande estrutura das tais pedras. Nela parece haver grades e por essas grades é possível ver os prisioneiros. O local recebe o nome de “Bordel” (em livre tradução) e como o nome diz lá estão os espíritos capturados que são destinados a escravidão sexual. Ao que se parece é bem simples; de fora o “cliente” escolhe o espírito que deseja e quando adentra na estrutura há um grande salão com os chamados “servos”. O cliente diz ao servo qual espírito deseja e esse servo o leva pela rede de corredores até a cela. Lá esse “cliente” pode satisfazer seus desejos sexuais do jeito que assim desejar e já que se trata de espíritos não acreditamos que esses espíritos escravos possam ser mortos, mas pelas traduções achamos que eles não tem o poder de resistência.
Por fim existe o “Castelo” onde reside a realeza. Apesar dos esforços sabemos bem pouco sobre essa tal realeza, mas a teoria mais aceita é que você tem que merecer pertencer a essa realeza, ou como você merece? Infelizmente não sei.
Fora esses três locais que formariam uma espécie de “tríplice poder”, há várias estruturas com funções diversas, mas não vou perder tempo descrevendo tudo. Para não te deixar decepcionado nós temos uma tradução bem detalhada de um trecho onde é descrito como são feitos os chamados “Alimentos”, que ao que se parece, é como os espíritos obtêm algum tipo de poder. Alguns espíritos capturados chegam com resquícios de seus corpos. Esses espíritos são destinados a locais chamados “cantinas”. Essas cantinas são locais bem simples, apenas uma fachada aberta onde são pendurados esses espíritos e uma estrutura logo atrás com uma porta. Quando chega o cliente já vê os “Alimentos” ou seja as partes dos corpos desses espíritos. Ele escolhe o que quer e o “Cortador”, que é como é chamado o dono do local, vai até o espírito escolhido e corte desse espírito os pedaços de alimento que o cliente deseja. É descrito que esse ritual de corte pode ser ouvido a distância, pois os espíritos gritam tão alto que chega a abafar a conversa que o cliente e o cortador possam vir a ter. Há também o fato interessante de que é descrito que quando cortada, a carne sangra como sangra a carne de um ser vivo do nosso plano (o que nos leva a crer que esse local não seja exatamente um plano espiritual, mas sim algo intermediário ao plano material e ao plano espiritual – mas para motivos didáticos nós dizemos que é um plano espiritual). Após cortada a carne o cortador leva para dentro do local e dispõe de forma bem apresentada a carne ao cliente.
Mas você deve estar se perguntando porque estou lhe contanto isso enquanto como um pedaço de sua carne e você chora em agonia e eu lhe digo: Porque quando eu te matar e você passar para o outro lado, pode ser que você caia sobre a entrada da cidadela e eu, apesar de desejar que você vire algum tipo de escravo, eu estou tentando lhe dar uma chance, já que você, mesmo que a força, cedeu sua carne a nós. Lembre-se do trecho que eu citei no começo da nossa conversa, tenho ele em mente quando acordar do outro lado. Pense nos horrores que sofrerá se não conseguir captar os detalhes e os capte, pois quem sabe você pode simplesmente se tornar um servo ou um cortador. Mas sinceramente? Eu espero que você vire “alimento” e que no outro lado você seja exatamente o que você é aqui.

_ Será que realmente existe a necessidade de contar essa história a todos os pratos que comemos?
_ Sabe que sim, esse é o acordo.
_ Sei lá, acho que as vezes é enjoativo.
_ Enjoativo ou não é o trato. Temos nossa entrada garantida aqui se contarmos a história para cada prato. Sabe da crença antiga da nossa confraria.
_ É eu sei. “A história ajuda a guiar o espírito aos portões da cidadela e devemos isso a eles, pois é somente por eles que conseguimos manter nossa amada confraria”
_ Então não reclame e vamos logo, ainda quero passar no bordel e chicotear algumas mulheres.
_ Não saciou sua sede de morte?
_ Só quero ouvir mais um pouco de choro.
_ Te faltam limites sabia?
_ Aproveitemos os benefícios de fazer parte da confraria, sermos abençoados pelos criadores e termos tido a sorte de saber ler os textos antigos.
_ Bem salve a nossa confraria então!

Linx